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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

POÉTICAS DO DIA-DIA. Uma análise estética do universo político-social do MMA.

Por Rodolfo Carvalho

Publicado originalmente no blog Opinião e Ideia.

MMA ou Mix Martial Arts é uma invenção dos seres humanos em fins do século XX e início do XXI. Na época do famoso PRIDE ou como tão cordialmente chamamos aqui no Brasil "Vale Tudo", as lutas eram extremamente violentas e não haviam muitas regras e basicamente a proibição de chutar o saco do adversário era para que a luta durasse mais. Sendo assim, criaram um modelo de combate que misturasse diversos elementos de várias artes marciais num "big mac" de golpes. Foi justamente nessa época que surgia o UFC, que ninguém botou fé e acabou sendo o principal evento de MMA do mundo. Parabéns ao Dana White!


Anderson Silva - Lutador de MMA. Corre o risco de se aposentar por causa de uma séria lesão em uma luta.

POÉTICAS DO DIA-DIA. O corpo pela ótica do karatê.

Por Rodolfo Carvalho

Publicado originalmente no blog Opinião e Ideia.

Sou artista visual a menos tempo do que artista marcial, praticante por mais de vinte anos nas estradas do Karate-Do, lecionei, mas hoje me vejo como um “maverick”(sem estilo definido), apenas me dedicando ao estudo indiscriminado da arte marcial pelo aspecto estético e poético, o movimento, as nuances, elementos vivos intrincados no vai e vem dos fundamentos. Tudo para complementar meus estudos maiores sobre o corpo e suas possibilidades físicas e simbólicas no universo das artes visuais.

Praticante de Karatê executando uma das suas composições de movimentos denominada de Katá. Na foto o karateka exibe movimentos do Katá de faixa preta Gankaku (A Garça sobre a Rocha).

segunda-feira, 4 de março de 2013

Nina Rodrigues e o Racismo Assumido

Por: Rodolfo Carvalho



Para os que moram em Salvador o nome Nina Rodrigues acarreta uma série de sentimentos pouco positivos, devido ao fato deste ser o nome do Instituto Médico Legal do município. Entretanto, nada se compara em negatividade ao detentor do nome que homenageia a afamada instituição.

Segundo a professora Drª Lilia Moritz Schwarcz, na sua interpretação em Um Enigma Chamado Brasil, Nina Rodrigues é intitulado como um radical do pessimismo e defendia idéias das mais esdrúxulas desde teorias acerca da miscigenação dos brasileiros até de teorias pseudocientíficas que afirmavam que negros e brancos diferenciavam-se em graus de qualidade por suas atribuições genéticas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Desenho de Leonardo Da Vinci


Dentre os inúmeros artistas aos quais eu dedico minha total admiração existe um espaço em meu coração para uns poucos que realmente norteiam minha vida de artista, mais especificamente no campo do desenho. Um deles, é de um homem florentino chamado Leonardo di Ser Piero da Vinci ou, Leonardo da Vinci como foi mais conhecido pelo seu trabalho. Sem dúvida era um gênio de sua época e um dos mais impressionantes artistas de todos os tempos, sem mencionar que o mesmo era um polímata, detentor de vários ofícios incluindo pintura, escultura, botânica, arquitetura, poesia, dentre outros. Entretanto o que mais me moveu para a figura de da Vinci foi a versatilidade e qualidade sem igual de sua trabalho gráfico personificado nas inúmeras facetas e técnicas de desenho.

A diversidade do seu trabalho era facilmente dividida entre os trabalhos que se agrupavam no campo do conteúdo e no campo técnico formal. Trabalhos intensos e em grandes quantidades marcaram a vida do artista podendo ser detalhados a partir dos trabalhos de sua juventude até os magníficos projetos para grandes obras e invenções fruto da sua maturidade como artista. Em sua totalidade podemos perceber a variação de técnicas como o giz de cor, a pena, o pincel, a ponta metálica e a sanguínea que marcou grande parte da obra do autor e, serve de marco para definirmos um determinado período que da Vinci abusou da técnica em dezenas de desenhos. Foi justamente com a sanguínea que da Vinci desenvolveu um estilo próprio de desenhar ao qual denominou “traços rápidos curvos” que dão delicadeza e elegância às suas peças diferente de qualquer outro artista de sua época.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sobre Traçados, Temas e Amadurecimentos.

Em diversos aspectos da jornada do desenho, percebo que muitas pessoas possuem uma imensa dificuldade em absorver a idéia de que o traço tem uma importancia fundamental na peça a ser construída, levando muitos artistas a cometerem certos equívocos, muitas vezes taxados como infantis em seus trabalhos. Não me refiro somente a artistas iniciantes mas muitos profissionais do mercado que negligenciam o elemento "traço"gerando uma peça muitas vezes inconstante e desconfortável aos nossos olhos.

Quando comecei a desenhar e mesmo quando busquei me aperfeiçoar na universidade, percebi, à duras penas que meu desenho carecia de traço e que minhas obras não estavam, como costumamos dizer, amarradas. Graças a um esforço árduo, encontrei uma direção para meu trabalho e hoje não somente aperfeiçoei minha técnica, mas me sinto mais confortável em produzir sem o medo do trabalho aparentar ser incompleto. Hoje, é possível ver trabalhos meus de alguns anos atrás e notar uma maior maturidade crescendo no decorrer das linhas, coisa que eu não tinha muito tempo atrás. Talvez a imaturidade, herança da adolescência tenha refletido no meu início de vida adulta e, consequentemente tenha contaminado meu trabalho. Hoje percebo o quanto isso é normal.

Um outro aspecto mais positivo é a questão da temática que eu vejo em muitos artistas iniciantes e comparo com os mais experientes e vejo como há uma relação forte entre a vivência e o amadurecimento com o trabalho desenvolvido. Isso significa que nós artista desenhamos nosso crescimento ainda que inconscientemente no decorrer de nossa vida. Caso eu esteja sendo muito vago, observemos o desenho do Charles Schulz ao fim de sua vida: o trabalho direto, objetivo, singular e maduro, diferente de algum artista nos seus vinte e poucos anos que está com todo o gás e quer o imediatismo na porta de casa antes das dez e meia!

Enfim, me confortam esses aspectos do meu trabalho diante do decorrer de minha vida e me dá uma nova abertura para entender que não há uma quantidade de desenhos a se fazer em vida para aperfeiçoar o traço e sim, uma vivência em desenho que só será possível aprendendo, tentando, errando e aprendendo mais ainda.

Enfim, grande abraço!