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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Anjo Pop Star



Cada um imagina seu anjo de uma forma. Bom, eu tenho mil e uma maneiras de imaginar um anjo e cada uma é, sem sombra de dúvida mais engraçada que a outra. Até porque anjos são divertidos! Eles são feitos da mais pura energia cósmica criadora conhecida por nós como Deus (alguns por outros nomes). E que Deus faria anjos severos tendo inventado a felicidade?

Baboseira de lado, eu rabisquei algum tempo atrás esse anjo com uma pegada pop star, que chega  e faz sucesso em qualquer lugar. uma mistura bem abrasileirada de uma figura é um pouso Seu Jorge, um pouco Jau Peri, um pouco Jorge Benjor, um pouco, é claro, Wilson Simonal.

Nem vem que não tem!

Sambista



Bem antiga, também, mas fiz questão de postar aqui. Fiz uns estudos (espero postar aqui todos) de algumas pessoas comuns porém presentes em nosso imaginário por semelhança física de alguma região, parentesco, ou simplesmente por pura coincidência. Associei essas figuras a um traço bem mais caricato e busquei encaixar uma função a cada uma delas. Esses tipos de estudo em caricatura são interessantes, não para a criação de estereótipos, severamente condenado por mim, mas para um aquecimento para possíveis criações de personagens.

O cidadão em questão é o sambista. Não me lembro, mesmo que era esse sujeito. Posso ter tirado da revista ou tê-lo desenhado na rua. Mas é um personagem. Pelo menos a casca dele. Ainda não é atribuída uma personalidade e características que singularizem ele. Talvez, com mais tempo eu consiga desenvolvê-lo um pouco mais.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Dona Canô

Abraço, Canô!
O céu lhe recebe com muito samba de roda!
Triste para os que ficam, alegra e belo para os seus ancestrais!

Dona Canô - Grafite com arte final em photoshop.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Caricatura: Riachão


Riachão - Caricatura de Rodolfo Carvalho
(Photoshop)
Riachão nasceu Clementino Rodrigues em Língua de Vaca, bairro do Garcia, em Salvador. O dia 14 de novembro de 1921 entra para a história da música baiana como o dia do nascimento de seu sambista mais representativo. Seu modo peculiar de compor tem características de crônica. Em suas letras, quase sempre irreverentes, desfila o povo baiano da antiga Salvador, com suas baianas de acarajé, seus malandros de terno branco e seus capoeiras atrevidos. O apelido ‘Riachão’, segundo o sambista revelou ao extinto jornal Diário de Notícias, o acompanha desde a infância: ‘Quando menino, eu gostava muito de brigar. Mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegavam os mais velhos para apartar, empregando aquele ditado popular: você é algum riachão que não se possa atravessar?’.

Sambista Atrevido

Desde os 9 anos de idade, Riachão já cantava nas serenatas ou nas batucadas do bairro do Garcia. Gostava de batucar em latas d’água. A primeira composição veio aos 12 anos, um samba sem título que dizia: ‘Eu seu que sou moleque, eu sei / conheço o meu proceder / deixe o dia raiar que a minha turma / é boa para batucar’.

Aos 23 anos, ingressa na Rádio Sociedade, onde canta com um trio vocal no programa de auditório ‘Show Pindorama’, da emissora de rádio Sociedade AM. O trio de Riachão interpretava de serestas à toadas sertanejas. Riachão não demora a romper com o trio e se apresentar sozinho – queria, na verdade, se dedicar apenas ao samba, sob forte inspiração de Dorival Caymmi.
Depois de Caymmi, por sinal, Riachão foi o primeiro compositor baiano a gravar no Rio de Janeiro, ainda na década de 50. As músicas foram ‘Meu Patrão’, ‘Saia’ e ‘Judas Traidor’, todas gravadas por Jackson do Pandeiro.

Ele opta por seguir o caminho do samba irreverente, compondo sambas bem-humorados como ‘Retrato da Bahia’ e ‘Bochechuda e Papuda’, ganhando o Troféu Gonzaga com essas músicas. Mais tarde foi gravado pelo cantor Eraldo Oliveira (‘A Nega não quer Nada’) e pela cantora Marinês (‘Terra Santa’).

Umbigão da Baleia

Entre 1948 e 1959, Riachão compos pérolas como ‘A Morte do Motorista da Praça da Sé’, ‘A Tartaruga’, ‘Visita da Rainha Elisabeth’ e ‘Incêndio no Mercado Modelo’, verdadeiras crônicas, escritas em linguagem popular e direta. Na década de 60, um fato inusitado acabou virando samba: uma baleia chamada ‘Moby Dicky’ veio ser exposta para visitação pública na Praça da Sé, causando imenso furor entre as crianças. Com o olhar do cronista, Riachão compos a ‘Umbigada da Baleia’. O senso quase jornalístico de Riachão também pode ser conferido no samba ‘A Morte do Alfaiate’, também dessa época.

Anos 70 e Registros Fonográficos

Apesar de reconhecido pela crítica e por grandes artistas da MPB, Riachão não consegue se inserir no mercado. Os shows são raros e são poucos os registros fonográficos (o único até então era o compacto de 78 rpm de ‘Umbigada da Baleia’, gravado nos anos 60). Por iniciativa de Paulo Lima e da gravadora Philips, em 75 ele grava um álbum reunindo a nata do samba baiano. O ‘Samba da Bahia’ traz, além de Riachão, os sambistas Batatinha e Panela. Entre os sambas gravados se destacam ‘Pitada de Tabaco’, ‘Ousado é Mosquito’ e ‘Até Amanhã’.


Caetano & Gil

Em 1972, Caetano Veloso e Gilberto Gil voltam do exílio em Londres. Em Salvador, pretendem escolher a música de um compositor baiano para marcar sua volta ao mercado fonográfico nacional. A escolhida foi ‘Cada Macaco no seu Galho’, de Riachão, que estourou nas rádios do País. Nos anos de chumbo da Ditadura Militar, Riachão tem um samba proibido pela Censura. A música se chamava ‘Barriga Vazia’ e a letra falava da fome: ‘Eu, de fome, vou morrer primeiro / você, de barriga, também vai morrer um dia’. A notícia da censura corre a cidade e, num show, no ICBA, em 1976, a platéia universitária exige que Riachão a cante. O público pede com tanto entusiasmo que os músicos começam a executá-la e Riachão se vê obrigado a cantar o samba, fato que repercutiu na imprensa como uma ‘provocação’ do sambista aos militares.

Sonho de Malandro e o Ostracismo

Em 1973 grava o álbum ‘Sonho de Malandro’, patrocinado pelo Desenbanco em comemoração aos 15 anos da empresa onde trabalhava desde 71. No disco, predominam os sambas maliciosos que também identificam a sua obra, temperados com metais, acordeon, flauta, coro de pastoras e até um regional de choro. Destacam-se as faixas ‘Quando o Galo Cantou’ e ‘Eu também Quero’, que relata o aparecimento do tíquete-refeição: ‘Essa turma que trabalha muito cedo/ vem a fome que faz medo/ e faz a barriga roncar/ vai no caixa compra tique/ pega tique/ leva o tique/ dá o tique/ para poder almoçar’. O disco, porém, não emplaca, vende pouco, é mal divulgado. E Riachão cai num relativo ostracismo artístico, se apresentando apenas para platéias universitárias, no Rio de Janeiro.

Novo Registro em 2000

Depois de um hiato de quase 20 anos, Riachão grava um CD somente em 2001, onde o sambista divide as faixas com nomes como Caetano Veloso (‘Vá Morar com o Diabo’) e Dona Ivone Lara (‘Até Amanhã’), entre outros. Todos os seus maiores sucessos são registrados.

Discografia

Samba da Bahia (Philipis – 1973) – com Batatinha e Panela
Sonho de Malandro (Tapecar – 1981)
Riachão (Caravelas – 2001)



Retirado do Samba Choro

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Caricatura: Cartola

Cartola - Photoshop
Um dos maiores sambistas e compositores do Brasil, nascido no morro e transformando a vida difícil e sofrida do morador de favela em pura poesia.


(...) Certa madrugada de 1956, o jornalista Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta, entrou num botequim de Ipanema e deparou com alguém que não lhe parecia estranho, apesar do aspecto maltratado: um negro magro, desdentado, de aparência pouco saudável. “Você não é o Cartola da Mangueira?”. Ante a resposta afirmativa, Sérgio abraçou, emocionado, o grande compositor, e se apresentou. Havia anos o procurava, e até desconfiava que ele já tivesse morrido. Soube então que Cartola tinha um emprego noturno de lavador de carros numa garagem da rua Visconde de Pirajá, e só tinha dado uma escapulida para tomar uma caninha por causa do frio. Tal era o estado de abandono em que se encontrava este que hoje é reconhecido como um dos maiores compositores da história do samba. (...)

Retirado do site Samba Choro